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O que é Cultivo Celular ou Cultura Celular?

O que é?

E o processo pelo qual células são mantidas vivas e em crescimento fora de seu tecido original, para isso elas são mantidas sob condições controladas.

 

Essa associação de técnicas permite cultivar e manter células isoladas fora do organismo com as mesmas características fenotípicas e genotípicas de onde elas foram retiradas.

 

Para a obtenção de uma cultura celular se faz necessário à desagregação do tecido original que pode ser por uma força mecânica ou processo enzimático.

 

Essas células são cultivadas numa camada aderente em uma única camada (monocamada) ou no formato de organoide (cultura 3D) ou em suspensão.

 

Quais são as principais condições para manter uma cultura celular?

As condições de cultura variam amplamente para cada tipo de célula, mas o ambiente que as células são cultivadas consiste em:

– Substratos ou nutrientes essenciais (aminoácidos, carboidratos, vitaminas, minerais);

– Fatores de crescimento;

– Hormônios;

– Gases (O2, CO2);

– Ambiente físico-químico (pH, pressão osmótica, temperatura);

– Frasco de cultivo: depende do modelo celular como cultura aderente (monocamada) ou cultura em suspensão.

 

Quem desenvolveu?

A cultura de tecidos foi desenvolvida no início do século XX por Harrison, em 1907, e Carrel em, 1912. Essa técnica foi utilizada como um método para estudar o comportamento de células animais isoladas do organismo, pois o intuito era retirar a influência que o modelo animal pode sofrer, como: influência hormonal, influência circadiana e até mesmo do estresse ambiental.

 

Nos primórdios da técnica, os pesquisadores coletavam um fragmento de tecido e era observada a migração das células. Por isso, essa técnica foi nomeada de cultivo de tecidos.

 

Trecho do Trabalho de Harrison (1907):

 “Quando se tomam as precauções assépticas adequadas, os tecidos sobrevivem nessas condições por uma semana e, em alguns casos foram mantidos espécimes vivos durante aproximadamente quatro semanas.”

 

Em 1912, Alexis Carrel, uniu o conhecimento de Harrison e desenvolveu um modelo a partir de células cardíacas de embrião de galinha. E foi esse pesquisador descobriu a necessidade da troca de nutrientes para manter as células vivas. Com essa descoberta ele conseguiu manter as células vivas por mais tempo. Ele recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina. Carrel, A. Journal of Experimental Medicine, 15: 516-528, 1912.

 

Em 1952, George Gey, coletou uma célula de câncer cervical e colocou em cultura, como o passar do tempo essa cultura primária virou uma linhagem celular conhecida como HeLa. Essa descoberta aumentou o interesse pela cultura celular, pois as células poderiam crescer indeterminadamente quando colocada em cultura.

 

Aplicações?

Com o passar dos anos a cultura celular não se limitou apenas ao estudo do comportamento da célula, porém ela virou uma alternativa importante em vários aspectos como: terapia celular, modelo alternativo à utilização de animais, desenvolvimento de novas drogas, preparo de vacinas, anticorpos, fatores de crescimento, coeficientes de coagulação e proteínas. Importante para processos avançados na medicina, como clonagem, transplantes, terapia gênica, dentre outras.

 

A principal vantagem de usar a cultura de células para qualquer uma dessas aplicações é a consistência e reprodutibilidade dos resultados que podem ser obtidos usando um lote de células clonais.

 

Referência:

1 – Culture of Animal Cells: A Manual of Basic Technique and Specialized Applications.  R. Ian Freshney. 6 ed. 

 

 

Curso: 

Técnicas em Cultura Celular

Núcleo de Aprimoramento Científico Av. Paulista , 171 - Bela Vista - São Paulo - SP
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